Gira Palavras
A Gira Palavras valoriza a oralidade, a escuta, a leitura e a escrita como instrumentos de memória e identidade cultural. Um encontro com histórias e narrativas que fortalecem a cultura brasileira.
Regida por Xangô, orixá da justiça e da palavra, a Gira Palavras promove encontros baseados no diálogo, na escuta e na reflexão crítica. A atividade realiza palestras e debates com lideranças comunitárias, griôs, mestres e mestras da cultura popular, além de gestores de museus e de espaços culturais comunitários. Neste primeiro ciclo formativo do Giras da Memória serão realizadas três Giras Palavras abertas ao público, no auditório do CAC Bongar, ampliando o acesso às discussões sobre memória, cultura e direitos culturais.
As inscrições são realizadas pelo formulário disponível nesta página. Após o envio, você receberá uma confirmação por e-mail. Também podem ser feitas presencialmente no CAC Bongar (consulte os horários de funcionamento).
Esta Gira possui vagas limitadas, mediante inscrição prévia. O número de participantes é definido conforme a capacidade do espaço e a proposta de cada atividade.
Todas as atividades do Giras da Memória são gratuitas. Nas ações com vagas limitadas, o preenchimento será por ordem de inscrição. Do total, 30% são destinadas prioritariamente à Comunidade Xambá; se não forem preenchidas, serão abertas ao público geral.
Regida por Xangô, orixá da justiça, da palavra e do equilíbrio, a Gira Palavras é um espaço dedicado ao diálogo, à escuta qualificada e à construção coletiva do pensamento crítico. Inspirada na força da palavra justa e consciente, esta Gira reconhece a oralidade como instrumento fundamental de transmissão de saberes, de mediação de conflitos e de afirmação das memórias coletivas. As atividades da Gira Palavras colocam em circulação narrativas, experiências e reflexões que dialogam diretamente com os direitos culturais, o direito à memória e as políticas públicas de cultura de base comunitária.
Por meio de palestras e debates, a Gira Palavras reúne lideranças comunitárias, griôs, mestres e mestras da cultura popular, além de gestores de museus e de espaços culturais comunitários, criando um ambiente plural de troca de conhecimentos e reconhecimento mútuo. No primeiro ciclo formativo do Giras da Memória, serão realizadas quatro edições abertas ao público, no auditório do CAC Bongar. Esses encontros ampliam o acesso ao conhecimento, fortalecem redes de diálogo e estimulam reflexões sobre memória, cultura, justiça social e o papel dos territórios na construção do bem viver.
Palestra com o babalorixá Pai Ivo de Xambá, liderança do Terreiro Xambá; e a historiadora, educadora e diretora do Museu da Maré (RJ), Cláudia Rose Ribeiro da Silva, sobre o direito à memória e a museologia social no Brasil. O encontro propõe uma reflexão sobre o direito à preservação e à difusão das suas memórias, dos seus territórios e das suas práticas comunitárias, com iniciativas que articulam cultura, educação e justiça social.
Palestrantes: Cláudia Rose Ribeiro da Silva , Pai Ivo de Xambá
Palestra com a yalorixá, musicista e Patrimônio Vivo de Pernambuco, Mãe Beth de Oxum; o museólogo e pesquisador, Elinildo Marinho; e a museóloga e pesquisadora Vania Brayner, sobre memórias coletivas e as lutas por políticas públicas culturais de base comunitária no Brasil. Para isso, reúne as diferentes experiências no campo das políticas públicas voltadas às culturas tradicionais e populares e ao campo das ações de memórias de base comunitária. O encontro propõe refletir sobre os caminhos de resistência e organização das comunidades na garantia de direitos culturais, a partir de experiências que articulam tradição, território e ação política.
Palestrantes: Mãe Beth de Oxum , Elinildo Marinho , Vania Brayner
Palestra com Vera Regina Paula Baroni (Uiala Mukaji), iyágbàsse, advogada sanitarista e fundadora da Sociedade de Mulheres Negras de Pernambuco; e Marileide Alves, jornalista, escritora, produtora cultural e presidenta do CAC Bongar, sobre o protagonismo das mulheres na defesa dos direitos humanos e das memórias coletivas de base comunitária em Pernambuco, muitas vezes invisibilizadas pela chamada história oficial. O encontro propõe refletir sobre as estratégias de organização e resistência dessas mulheres na construção de direitos, territórios e narrativas próprias. Muitas das trajetórias dessas mulheres são marcadas pela incidência política, articulação de redes e fortalecimento de iniciativas voltadas à justiça social, ao combate do racismo e à valorização dos saberes e práticas das mulheres em suas comunidades.
Palestrantes: Marileide Alves , Vera Regina Paula Baroni
Graduação em Licenciatura em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e mestrado profissionalizante em Bens Culturais e Projetos Sociais pela Fundação Getúlio Vargas. Nasceu na Baixa do Sapateiro, uma das 17 comunidades que formam o Complexo da Maré. É co-fundadora da ONG Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré e uma das idealizadoras do Museu da Maré, museu emblemático no campo da Museologia Social no Brasil, com repercussão nacional e internacional, e que, em 2026, completa 20 anos de existência. Em 2009-2011, foi nomeada chefe do Núcleo de Museologia Social do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Atualmente, é membro da equipe de gestão do Museu da Maré. É também professora de História do município do Rio de Janeiro, lecionando na escola Tenente General Napion, localizada no Complexo da Maré.
Babalorixá conhecido como Pai Ivo, é o líder religioso do Terreiro Xambá. Em 2021, foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por sua importância como guardião e difusor da religião, práticas, costumes, cultura e memória de matriz africana no Brasil. Idealizador do Memorial Severina Paraíso, em 2000, período em não havia políticas públicas para memórias coletivas de base comunitária e, muito menos, para Terreiros de Candomblé. Em 2020, foi homenageado no Carnaval de Olinda. Foi líder classista, como presidente do Sindicato dos Estivadores de Pernambuco.
Maria Elizabethe Santiago de Oliveira ou Mãe Beth de Oxum é Iyalorixá, mestra coquista e comunicadora. Fundadora do Ponto de Cultura Coco de Umbigada e da Sambada de Coco do Guadalupe. Coordena o LABCOCO, laboratório de tecnologia e ancestralidade. Em 2015, recebeu a OMC – Ordem do Mérito Cultura. Doutora Honoris Causa pela UPE e primeira Iyalorixá Patrimônio Vivo de Pernambuco. Representante dos agentes culturais de Pernambuco no MinC, foi atuante na mobilização nacional pela institucionalização da Lei Cultura Viva, a primeira política pública do Estado brasileiro para as culturas populares.
Elinildo Marinho é museólogo, doutorando em Ciência da Informação pela UFPE, especialista em Museus, Identidades e Comunidades pela Fundaj e em Políticas Culturais de Base Comunitária pelo Programa IberCultura Viva. Atua como pesquisador colaborador dos Museus das Tradições do Cavalo Marinho e do Mamulengo de Glória do Goitá, desenvolvendo estudos e ações voltadas à museologia social, memória comunitária e fortalecimento de iniciativas culturais de base territorial.
Museóloga, antropóloga, professora e pesquisadora da cultura e das políticas culturais brasileiras, com foco em memórias coletivas e museologia social de base comunitária. Museóloga do Museu Guitinho da Xambá (PE) e Museu Ilê Lailai Ignez Mejigã (BA). Professora convidada do Programa de Pós-graduação em Sociomuseologia da Universidade Lusófona, Lisboa. Consultora UNESCO no projeto IlhaMuseu, voltado às comunidades tradicionais do Litoral Norte de SP.
Jornalista, escritora, produtora cultural, gastrônoma e presidenta do Centro de Arte e Cultura Grupo Bongar – Guitinho da Xambá. Atua nas culturas populares e negras há quase 20 anos. Mulher negra empreendedora, proprietária do Xêro Café e Arte, premiado no Edital Negros Negócios Alimentação, do Fundo Baobá. Formada em Relações Públicas e Jornalismo, pós-graduada em Jornalismo Cultural (Unicap) e Radialismo (ETFPE). Autora dos livros ‹‹Nação Xambá do Terreiro aos Palcos›› e ‹‹Povo Xambá Resiste – 80 anos da Repressão aos Terreiros de Pernambuco››. Produtora do Grupo Bongar, desde 2014.
Um nome de referência dos ativismos negro e feminista de Pernambuco. É Iyágbàsse do Terreiro de Mãe Amara e advogada sanitarista. É coordenadora da Rede das Mulheres de Terreiro e da Rede de Juristas Negras, em PE. Fundadora da Uiala Mukaji – Sociedade de Mulheres Negras de Pernambuco, focada na defesa dos direitos humanos, no combate ao racismo e na busca pelas memórias de mulheres negras em Pernambuco, especialmente as mulheres de terreiros. Em 1989, participou da fundação e foi a primeira a presidir o Sindicato dos Trabalhos em Saúde e Previdência do Estado de Pernambuco (Sindsprev-PE).
“Por sermos herdeiros de uma tradição milenar e termos tantos costumes africanos em nosso cotidiano, não compreendo nem utilizo as palavras morte e falecimento, no sentido de fim da vida, pois o Axexé de um indivíduo do candomblé significa o deslocamento do ser para outro plano, dando continuidade à vida através do espiritual de forma interativa com o universo carnal; com isso, mantendo a memória do indivíduo desencarnado, por meio de ritos religiosos festivos ou não; sendo isso, algo fundamental, também, para a continuidade da comunidade.”
Reunimos as informações mais importantes para que você possa se organizar e aproveitar a experiência ao máximo.
As inscrições são realizadas pelo formulário disponível nesta página. Basta preencher seus dados e aguardar a confirmação por e-mail.
Sim. Todas as atividades do Giras da Memória são gratuitas.
Sim. As vagas são limitadas e preenchidas por ordem de inscrição.
Sim, desde que haja disponibilidade de vagas e você possa cumprir a participação nas atividades.
As atividades são abertas ao público, maior de 16 anos, interessado em memória, cultura, patrimônio e práticas comunitárias.
Sim. Caso as vagas sejam preenchidas, será criada lista de espera.
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