Gira Experiências
A Gira Experiências promove rodas de diálogo e vivências culturais que conectam tradição, ancestralidade e aprendizado coletivo. Cultura brasileira na prática, com troca e participação ativa. Vem fazer parte dessa gira!
Regida por Iansã, orixá dos ventos, das transformações e da força feminina, a Gira Experiências é espaço de movimento, coragem e escuta ativa. Inspirada pela energia que impulsiona mudanças, a Gira valoriza a experiência como processo contínuo de transformação e construção do bem viver. As atividades acontecem por meio de rodas de conversa que reúnem representantes de diferentes memórias coletivas e espaços culturais comunitários, promovendo o reconhecimento mútuo, a partilha de vivências, desafios e saberes, e a construção de reflexões coletivas sobre cultura, memória e território.
As inscrições são realizadas pelo formulário disponível nesta página. Após o envio, você receberá uma confirmação por e-mail. Também podem ser feitas presencialmente no CAC Bongar (consulte os horários de funcionamento).
Esta Gira possui vagas limitadas, mediante inscrição prévia. O número de participantes é definido conforme a capacidade do espaço e a proposta de cada atividade.
Todas as atividades do Giras da Memória são gratuitas. Nas ações com vagas limitadas, o preenchimento será por ordem de inscrição. Do total, 30% são destinadas prioritariamente à Comunidade Xambá; se não forem preenchidas, serão abertas ao público geral.
Regida por Iansã, orixá dos ventos, das transformações e da força feminina, a Gira Experiências é um espaço dedicado ao movimento, à escuta sensível e à partilha de vivências. Inspirada pela energia que impulsiona mudanças, esta Gira reconhece a experiência como um processo contínuo de aprendizado, transformação e construção coletiva do bem viver. As ações da Gira Experiências valorizam a memória como prática viva, construída a partir das trajetórias, dos afetos, das lutas e das formas de existência nos territórios.
Por meio de rodas de conversa, a Gira Experiências reúne representantes de diferentes memórias coletivas, comunidades e espaços culturais de base comunitária, promovendo o reconhecimento mútuo e o diálogo entre saberes diversos. Os encontros estimulam a partilha de vivências, desafios e conhecimentos, fortalecendo redes de troca e reflexão sobre cultura, memória, identidade e território. No âmbito do Giras da Memória, a Gira Experiências amplia as possibilidades de escuta, construção conjunta e circulação de saberes, afirmando a experiência como fundamento para práticas culturais transformadoras.
O encontro propõe refletir sobre as memórias de terreiro como patrimônio vivo, afirmando os terreiros como espaços de ancestralidade, resistência, espiritualidade e produção de conhecimento
Palestrantes: Hildo Leal da Rosa , Mãe Ceiça do Axé
O encontro propõe refletir sobre o museu como instrumento de luta por direitos, afirmando os espaços comunitários como territórios de identidade, memória e resistência.
Palestrantes: Edjane Maria Ferreira de Lima (Titinha) , Carlos Eduardo Santos Albuquerque
O encontro propõe refletir sobre Mulheres das memórias. Memórias de mulheres, reconhecendo suas vozes como arquivos vivos, suas experiências como patrimônio e suas lutas como força de transformação coletiva.
Palestrantes: Andala Quituche , Julia Morim
É historiador, arquivista, turismólogo e articulador cultural. Atuou por mais de quatro décadas no Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano. Como filho de Iemanjá do Ilê Axé Oyá Meguê ou Casa da Xambá, Hildo Leal foi um dos criadores e, desde 2002, é responsável pelo Memorial Severina Paraíso da Silva (Mãe Biu). Historiador oficial da Nação Xambá, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela UFPE, em 2025. Foi curador da exposição 'Memórias da Nação Xambá' na Fundação Joaquim Nabuco e responsável pela reestruturação da exposição de longa duração do Memorial.
Maria da Conceição da Silva (Mãe Ceiça Axé de Oyá), de Olinda, Pernambuco. Educadora, mestra e doutoranda em Educação pela UFPB. Coordenadora e fundadora do Maracatu Leão de Judá – Olinda. Criadora do Núcleo de Estudos em Políticas Étnico-Raciais de Olinda. Pesquisadora de saberes ancestrais negro-indígenas. Ebomy do Ilê Oba Ogunté – Sítio de Pai Adão, fundado em 1875. Coordenadora da Uiala Mukaji – Sociedade de Mulheres Negras de Pernambuco. Membro do Grupo de Estudos em Sociomuseologia + Paulo Freire / Universidade Lusófona (Portugal).
Mestra mamulengueira, fundadora do Museu do Mamulengo e ex-Presidenta da Associação Cultural dos Mamulengueiros e Artesãos de Glória do Goitá (PE). Em 2008, atuou na criação do Mamulengo Nova Geração e nos processos de registro e salvaguarda, pelo IPHAN, do Teatro de Bonecos Popular como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O grupo de jovens brincantes, orientado pelo Mestre Zé Divina, assumiu a luta pela continuidade do Mamulengo Tradicional, mas com as transformações exigidas pela sociedade, pois já não cabiam mais histórias preconceituosas com as mulheres e com pessoas negras e LGBTQIA+.
Fundador e coordenador do Museu da Memória do Povo Marikito Tapuyá, cuja criação está vinculada ao Movimento de Retomada da Zona da Mata Sul Indígena, em Pernambuco. Como mestrando do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião/UNICAP, Carlos Albuquerque pesquisa e analisa o processo de retomada dos ambientes vitais da cultura indígena, numa trajetória marcada pela luta e resistência nas terras da antiga Aldeia da Escada. A criação do Museu também contou com o apoio da Escola Livre de Museologia Política (ELMP).
Atriz, escritora e fundadora do Museu das Tradições do Cavalo Marinho. Desde 2010, integra o Cavalo Marinho Boi Pintado, comandado pelo Mestre Grimário. Licenciada em Letras pela UPE, Andala recebeu o Prêmio Ariano Suassuna de Dramaturgia com os textos Sina (2017) e Vida Catita (2022) e, em 2019, lançou seu primeiro livro infantil As Astúcias de Mateus e Bastião em Cana Boa Pra Chupa. No Museu, criado para salvaguardar e difundir a brincadeira do Cavalo Marinho, que vem num crescente apagamento, há diversos grupos de Cavalo Marinho da Zona da Mata pernambucana representados.
Doutoranda em Antropologia na UFPE, atua nas áreas de antropologia visual, patrimônio, memória e museus. É pesquisadora do Laboratório de Antropologia Visual (LAV) e do Observatório de Museus e Patrimônios Culturais (OBSERVAMUS) do PPGA/UFPE. Integra a equipe do Museu da Parteira e Museu Suape. Dirigiu os curtas-metragens Simbiose (2017), Evitável (2019), Nossas mãos são sagradas (2021), Mestre Grimário (2021) e Ruth (2021). Venceu três edições do Prêmio Ayrton de Almeida Carvalho de Preservação do Patrimônio Cultural/PE. Membra do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural/PE.
“Por sermos herdeiros de uma tradição milenar e termos tantos costumes africanos em nosso cotidiano, não compreendo nem utilizo as palavras morte e falecimento, no sentido de fim da vida, pois o Axexé de um indivíduo do candomblé significa o deslocamento do ser para outro plano, dando continuidade à vida através do espiritual de forma interativa com o universo carnal; com isso, mantendo a memória do indivíduo desencarnado, por meio de ritos religiosos festivos ou não; sendo isso, algo fundamental, também, para a continuidade da comunidade.”
Reunimos as informações mais importantes para que você possa se organizar e aproveitar a experiência ao máximo.
As inscrições são realizadas pelo formulário disponível nesta página. Basta preencher seus dados e aguardar a confirmação por e-mail.
Sim. Todas as atividades do Giras da Memória são gratuitas.
Sim. As vagas são limitadas e preenchidas por ordem de inscrição.
Sim, desde que haja disponibilidade de vagas e você possa cumprir a participação nas atividades.
As atividades são abertas ao público, maior de 16 anos, interessado em memória, cultura, patrimônio e práticas comunitárias.
Sim. Caso as vagas sejam preenchidas, será criada lista de espera.
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